SÁBADO | 10 DE FEVEREIRO 2018 - 22H00

blaze
Blaze & The Stars é um projecto musical nascido em Lisboa e fundado pelo guitarrista e vocalista Fernando Ramalho que, em meados de 2012, gravou o primeiro álbum homónimo, caracterizado por uma sonoridade assente em loops de bateria e linhas de baixo minimais, preenchidos por uma textura noise de riffs de guitarra, que procurava aliar a velha tradição do blues e do rock a um imaginário pós‐industrial, caótico e imprevisível. As canções reutilizavam textos e poemas pré-existentes de autores diversos, ditos, cantados ou sussurrados, como elementos sonoros adicionais, e não tanto reproduzindo o habitual dualismo entre música e letra ou instrumental e voz.
O ponto de partida dos Blaze & The Stars – que integram também Gonçalo Zagalo (baixo e sintetizador analógico), João Zagalo (guitarra e voz) e Rui Lucena (bateria) – mergulha num universo de referências previamente existente como que abrindo espaço a novas dimensões poéticas e musicais, dando-lhes uma nova vitalidade. Juntam a isto a criação de canções complexas e detalhadamente bem compostas. 
Para quem se questiona se já ouviu antes o nome da banda, trata-se de uma referência à icónica stripper, performer e estrela do burlesco americano Blaze Starr.
Os último EP da banda, intitulado terribo la terribline (https://blazeandthestars.bandcamp.com/album/terribo-la-terribline), foi gravado com Flak, no Estúdio do Olival, e prossegue o percurso peculiar de interpretação das tradições do blues e do psicadelismo. “Blues For Sister Sally” é o single de apresentação deste EP, lançado em versão física no dia 15 de Junho, no Popular Alvalade, com a participação de AM Ramos, Alek Rein e Flak como convidados. O primeiro vídeo apresentado saiu no dia 05/05/2017 da faixa “À Mort”. Trata-se de um EP composto por 4 faixas carregadas de uma força e capacidade de encantamento ancestrais. Tal como nos trabalhos anteriores, os Blaze & The Stars voltam a basear as suas letras em textos e poemas de vários autores – desta vez, Langston Hughes, Henri Michaux e Lenore Kandel. O EP conta ainda com uma versão do tema “Portland Town”, de Derroll Adams. Na composição do EP deparamo-nos com paisagens que tanto têm de perturbadoras como de saciantes. O saxofone de AM Ramos, presente em duas faixas, enaltece-as, dando a sensação de que, a qualquer momento, nos podemos perder em mundos distorcidos e intrigantes. O single, “Blues For Sister Sally” traz com ele o peso da faixa mais corpulenta do EP. Os riffs inquietantes e a forma como se molda ao imaginário de cada um faz com que levitemos por diversos estados mentais e nos vejamos, por vezes, a sobrevoar desertos cobertos de miragens sobre linhas de calor. Há toda uma mistura de estilos e influências neste EP. Há, também, a descoberta de caminhos por desbravar e uma linha psicadélica capaz de nos deixar água na boca.
Neste evento, os Blaze & The Stars voltam a tocar acompanhados pelo saxofone de AM Ramos.
https://blazeandthestars.bandcamp.com/



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